Se 2025 foi o ano em que os pagamentos instantâneos passaram a dominar de vez o ecossistema de pagamentos, com o Pix superando o dinheiro em espécie como o meio de pagamento mais utilizado no Brasil, 2026 marcará o sucesso das empresas que conseguirem combinar essa velocidade com maior automação e personalização. O resultado será uma experiência de pagamento mais centrada no usuário para consumidores de sites de investimentos, varejo e até mesmo apostas esportivas. Para comerciantes brasileiros, os vencedores serão aqueles capazes de usar dados para oferecer o meio de pagamento certo, para o usuário certo, no momento certo, transformando as etapas de checkout, depósito e saque em um simples processo operacional em uma vantagem competitiva.
Diante deste cenário, a OKTO PAYMENTS definiu suas cinco principais previsões para o mercado de pagamentos no Brasil em 2026:
1. A consolidação dos pagamentos recorrentes via Pix
A conveniência dos pagamentos recorrentes deixou de ser exclusividade do cartão de crédito. Em 2026, a fintech multinacional especializada em pagamentos prevê uma forte migração para sistemas automatizados baseados em métodos instantâneos.
A adoção do Pix por biometriaPix Biométrico e do Pix Automático deve crescer de forma acelerada. O Pix Biométrico tende a se tornar especialmente relevante em ambientes digitais de alta demanda como e-commerces, plataformas de trading e bets, onde autenticação e confirmação imediata são essenciais. Já o Pix Automático, permitindo a automação de cobranças recorrentes, como contas do dia a dia, academias e serviços de streaming, elimina a necessidade de transferências manuais todo mês. Para os comerciantes, o impacto esperado é de redução da inadimplência.
2. A tokenização se tornará novo padrão de segurança e liquidez
A tokenização tende a ganhar protagonismo entre os bancos da América Latina, deixando de ser um recurso experimental para se tornar parte estrutural do sistema financeiro digital. O setor avançará no combate às fraudes e ampliará a liquidez de ativos, substituindo dados sensíveis por identificadores digitais únicos — os chamados tokens.
3. Pagamentos instantâneos seguirão dominando as transações
Em 2026, os pagamentos instantâneos devem se tornar o principal meio de pagamento no cotidiano do consumidor brasileiro. A fintech estima que o Pix represente mais de 50% de todas as transações no país. Novos recursos, como pagamentos automáticos, por aproximação e Pix parcelado, devem consolidar o sistema como o principal motor comercial do varejo físico e online.
4. Orquestração de pagamentos será indispensável no e-commerce
Para e-commerces de médio e grande porte, o custo de uma transação mal-sucedida será alto demais para ser ignorado. Apenas no Brasil, o comércio eletrônico perde até R$ 150 bilhões por ano devido a falhas e fricções nos pagamentos.
Neste ano, a orquestração de pagamentos tende a se tornar indispensável para empresas que desejam escalar suas operações.
5. Hiperpersonalização e o fim do modelo “universal”
O último grande diferencial competitivo do ano será a experiência do usuário. Consumidores já não se satisfazem com um checkout padrão; eles esperam jornadas de pagamento que reconheçam suas preferências. Uma pesquisa recente da OKTO PAYMENTS aponta uma lacuna significativa entre expectativa e realidade: No Brasil, 52% dos consumidores acreditam que os comerciantes não adaptam os meios de pagamento às suas preferências.
Em 2026, a vantagem competitiva não estará apenas em oferecer pagamentos instantâneos, mas em orquestrá-los de forma inteligente. Essa mudança de abordagem já é perceptível nas plataformas digitais: mais de 80% dos usuários brasileiros abandonam uma transação quando ela leva mais de um minuto para ser concluída.
Fonte: Contábeis